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Edifício de Escritórios Cidade Alta

Luanda, Angola 2012

O projecto teve em conta a definição prévia do projecto de arquitectura, procurando integrar-se de forma harmoniosa nos seus pressupostos com vista a transmitir uma imagem forte e coesa do conjunto edifício e exteriores.

A proposta divide-se em duas partes fundamentais:
- exterior do edifício, entre o edifício e os limites da vizinhança, ou arruamentos;
- pátio interior do edifício ao nível do piso -1 e floreiras ao nível do piso 5.

No primeiro caso propõe-se uma redefinição dos limites do arruamento, com a construção de um lancil de separação entre a via e o passeio. Também os acessos pedonais ao edifício foram estudados por forma a coordenar as cotas de soleira com as cotas do arruamento. Sempre que possível possibilitou-se um acesso pedonal sem barreiras.
A área entre o edifício e o muro vizinho é dividida em dois espaços independentes com uma diferença de cota de cerca de 1,50m. À cota baixa propôs-se uma zona verde, eminentemente cénica porque sem acesso a partir do interior do edifício, excepto para possibilitar manutenção do jardim. À cota mais alta, para absorver a ETAR ali enterrada, propôs-se uma faixa pavimentada com calçada e um canteiro encostado ao muro existente para criação de um fundo cénico para ser visto do interior do edifício.

No segundo caso, pretendia-se criar um espaço de usufruto das pessoas que utilizarão o edifício, quer por utilização directa (piso -1) quer por utilização indirecta (piso 0 – entrada) e pisos superiores.
Conceptualmente a ideia surge a partir da imaginação de uma fractura central no bloco edificado em que as duas partes do bloco do edifício se separam e deixam à vista por baixo uma base inerte que entretanto fica toda fracturada.
O pavimento fica então uma espécie de craquelê, tanto mais fracturado quanto mais nos aproximamos da fenda central. Aqui, junto à fenda central, o pavimento sobe fazendo um degrau com cerca de 15cm, ou ainda mais criando umas banquetas, ou bancos com cerca de 45cm de altura, ideais para sentar.
Ao centro fica à vista o substrato inferior à base de betão que seria em terra e água.

A água permite retirar partido da frescura e representa um elemento muito forte, quer de dia quer de noite, com um revestimento vítreo avermelhado, com os contornos iluminados à noite.
A zona verde central permite fazer subir umas trepadeiras agarradas a uns painéis em malha, com altura suficiente para serem vistos a partir da zona de entrada (piso 0), mas sem ocuparem o volume que ocuparia a colocação de árvores no pátio, já de si muito exíguo e com luminosidade limitada. Também associado às fachadas do edifício nos topos do pátio se propõe a utilização de malha para suportar tanto as trepadeiras que sobem a partir do piso -1 como as que descem a partir das floreiras do piso 5.

A zona verde central do pátio pretende demarcar o contraste entre a água e o pavimento, introduzindo mais um elemento de diversão no desenho do pátio. Utilizam-se essencialmente herbáceas rasteiras e algumas trepadeiras vigorosas que possam trepar 3 painéis metálicos que sobem à altura do piso 0 e 2 associados à fachada.

Edifícios de Escritórios e Habitação
Área: 1516,51 m2
Equipa: Margarida Quelhas, Nuno Mota, Cristina Leal, Carmen Silva
Arquitectura: Costa Lopes Arq.
Cliente: High Town Real Estate Investments