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Grand Mar

Benguela, Angola 2010

A intervenção pretende ser estruturante pela sua inserção urbana, afirmando-se como um pólo com identidade integrado no tecido envolvente.

Deseja-se que este plano funcione como uma âncora no seu contexto urbano, um espaço aglutinador, aberto à envolvente e à restante Cidade.

Um aglomerado multifuncional onde se sobrepõe o espaço de viver, lazer e trabalhar, que garante princípios de rotatividade vivencial e potencia as experiências que um espaço urbanizado promove.

Os espaços exteriores subdividem-se em:

Rua Pedonal - Espaço público de atravessamento, que encaminha vistas e pessoas para o mar com a ajuda de estereotomia de pavimento, na qual se lêem, em primeiro lugar, linhas longitudinais que se quebram com diferentes ângulos. A du¬reza dos pavimentos é quebrada por rasgos nos mesmos, onde se plantam alinhamentos de árvores e aos quais se associam bancos para estadia.

Praça - Na área da praça, as linhas longitudinais de marcação de pavimento sofrem maiores quebras e mudanças de direcção de modo a reforçar o desenho quadrangular da mesma. Os rasgos plantados no pavimento acompanham essas mudanças de direcção e ajudam a enquadrar diversas zonas da praça, que poderão ser usadas em separado. Poderá animar/refrescar a praça um elemento de água central (fonte visitável), inserido no pavimento geral.

Marginal - A chegada da rua pedonal à marginal é feita novamente com um maior desalinhamento das linhas longitudinais. Estas linhas vão-se repetindo para ambos os lados da marginal, marcando uma intervenção que distinguirá este troço da existente. Pretende-se que seja uma zona essencialmente pedonal, apenas com trânsito condicionado (de emergência), e mais uma vez terá rasgos com alinhamentos de árvores e bancos contíguos.

Jardim do Hotel - subdivide-se em dois espaços com tratamento e usos diferentes. Haverá um espaço a uma cota ligeiramente inferior, que confina com os quartos, que será essencialmente verde entrecortado por alguns atravessamentos pavimentados. Para proteger os quartos e criar zonas mais recatadas algumas das zonas verdes sobreelevam-se. E um outro espaço, a uma cota ligeiramente mais elevada e mais próximo de áreas comuns do hotel, é onde se propõe a implantação da piscina. Será uma área essencialmente pavimentada, com algum verde que ajudará a definir áreas de apoio à piscina e ao restaurante.

Cobertura do Hotel - Área não visitável mas com importância cénica para os quartos do hotel e auditório. Revestida com um jogo de inertes e algumas herbáceas de revestimento.

Pátios do Hotel - São jardins encerrados, que permitem a entrada de luz e de verde nas áreas comuns da entrada e primeiras circulações do hotel. As copas das suas árvores também levam o verde aos jardins e áreas interiores do hotel que confinam com os mesmos.

Jardins dos Escritórios – São espaços bastante pavimentado, que privilegiam os atravessamentos e permitem o encontro da população dos escritórios. Encaixadas na estereotomia dos pavimentos surgem bolsas verdes, de maior dimensão, que podem servir como estadias informais, e faixas com alinhamentos de árvores e bancos associados.

Pátios do “Bussiness Center” - pátios não visitáveis, com várias tipologias de revestimentos verdes e inertes, a formar um desenho semelhante à estereotomia geral de pavimentos, que possibilitam também a entrada de verde e de luz, nas áreas interiores contíguas.

Jardins das Habitações - organizam-se em quatro núcleos distintos, de carácter mais privado, quase totalmente encerrados pelos edifícios. Nestes jardins a lógica de linhas longitudinais que definem os espaços foi invertida e propõem-se várias plataformas que poderão dar resposta às várias funções que estes espaços poderão conter, núcleo de piscinas com solários associados, áreas de recreio infantil e juvenis e outras áreas de estadia e recreio ao ar livre (ex. churrasco). A ligar estas diversas plataformas surgem então várias faixas longitudinais, que separam diferentes tipologias de verde ou pavimento. A faixa mais próxima dos edifícios poderá conter áreas exteriores privadas afectas às habitações contíguas.

Espaços Públicos
Área: 24708,36 m2
Equipa: Margarida Quelhas, Joana Barreto, Ana Paiva, Marta Jorge, Nuno Mota
Arquitectura: Costa Lopes Arq. e Saraiva associados
Cliente: Benimo